Compositor de 'Dengo' e 'Contatinho', Diggo leva 'PagoDiggo' ao Candeal após projeto crescer de 200 para 2,5 mil pessoas
Diggo conta como surgiu a ideia de fazer o Pagodiggo Quem ouve “Dengo”, de João Gomes, “Contatinho”, de Anitta e Léo Santana, ou “Shot 43”, de Mum...
Diggo conta como surgiu a ideia de fazer o Pagodiggo Quem ouve “Dengo”, de João Gomes, “Contatinho”, de Anitta e Léo Santana, ou “Shot 43”, de Mumuzinho, talvez não conheça o nome por trás dessas músicas. Cantor e compositor de Salvador, Rodrigo Martins, conhecido artisticamente como Diggo, construiu nos bastidores uma carreira marcada por sucessos gravados por grandes nomes da música brasileira. Agora, ele busca consolidar o próprio nome também como intérprete. Um projeto criado quando pensava em desistir dos palcos se tornou um dos principais capítulos dessa nova fase. O PagoDiggo começou de forma despretensiosa, para menos de 200 pessoas. Seis edições depois, chegou a reunir cerca de 2 mil participantes, com ingressos esgotados. Em 19 de dezembro desse ano, o projeto dá mais um passo e chega ao Candyall Guetho Square, no Candeal, em Salvador, com expectativa de receber cerca de quatro mil pessoas. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia A história do evento começou em um momento inesperado. Depois de passar por diferentes fases como cantor, incluindo uma passagem pelo Grupo Demorô, Diggo chegou a considerar abandonar a carreira de intérprete porque não conseguia arcar sozinho com os investimentos necessários para mantê-la. “Eu já estava desistindo da música,de ser artista, porque estava muito difícil eu investir na minha carreira sozinho”, contou. Diggo na última edição do 'Pagodiggo' Victor Mascarenhas A composição, que já era responsável por pagar suas contas, parecia ser o caminho mais seguro. Diggo pretendia continuar escrevendo para outros artistas e cantar apenas por hobby. Foi o público, porém, que o incentivou a tentar novamente. “A galera ficava: ‘Volta a cantar samba. Faz um projeto de samba, faz um projeto de pagode’. Eu falei: ‘Rapaz, vou fazer’”, lembrou. A ideia inicial era simples: criar um projeto de samba e pagode e um audiovisual com músicas que ele gostava. Sem imaginar a dimensão que aquilo tomaria, Diggo colocou os primeiros ingressos à venda. “No primeiro dia eu vendi 50 ingressos, aí foi vendendo, vendendo, vendendo”, contou. A surpresa veio no dia do evento. Mesmo antes de ter lançado oficialmente muitas das próprias músicas, Diggo viu o público cantar junto. As canções haviam sido divulgadas anteriormente apenas em vídeos de voz e violão divulgados nas redes sociais. “Quando eu cheguei lá no dia, a galera já estava cantando as músicas autorais todas. Eu só tinha postado no Instagram, cantando voz e violão. Eu falei: ‘Meu Deus, como é que pode?’”, relembrou. A resposta do público fez o projeto crescer rapidamente. Pagodiggo Victor Mascarenhas Do projeto pequeno ao Candyall Guetho Square A próxima edição, que acontece em dezembro, terá participações especiais, mas os nomes não serão divulgados antecipadamente. Segundo Diggo, o mistério se tornou parte da identidade do projeto. ''Vou trazer participações novas também, participações que contem essa história comigo. E eu também não posso falar muito não, para não dar muito spoiler”, brincou. Após seis edições, o PagoDiggo se tornou uma extensão da identidade do cantor, uma vez que o permite circular por diferentes ambientes e públicos. “Quando você vai no PagoDiggo hoje, você vê uma mistura de galera. Tem de tudo, todas as galeras misturadas, todo mundo junto”, afirmou. A experiência vai além da música, segundo o cantor. A produção também se preocupa com fatores como espaço, temperatura e bebidas. “Eu curto a experiência em um todo, e a gente se preocupa muito com isso: em deixar a pessoa confortável, em ter uma cerveja gelada, em ter um drink, e que não seja muito apertado, que não seja calor”, contou. Projeto quer sair de Salvador em 2027 O crescimento do PagoDiggo deve continuar para além da capital baiana. A partir de 2027, Diggo pretende levar o projeto para outras cidades e transformá-lo em uma iniciativa que deixe de ser exclusivamente regional. A expansão faz parte de um objetivo maior de consolidar a própria carreira e criar novas conexões por meio da música. “Eu quero trabalhar para alavancar a carreira mesmo. O objetivo é crescer mais e mais nessa leveza natural e conectar com outros artistas e com outras pessoas”, afirmou. LEIA MAIS Balé Folclórico da Bahia anuncia retorno aos palcos Cantor baiano transforma hit de Harry Styles em arrocha Veja mais notícias do estado no g1 Bahia Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻