Ex-candidato a prefeito investigado pela PF era aliado de ex-diretora de presídio presa por envolvimento com facções na BA

Polícia Federal investiga esquema de compra de votos em presídios na Bahia O ex-candidato a prefeito de Teixeira de Freitas, Uldurico Júnior, investigado pel...

Ex-candidato a prefeito investigado pela PF era aliado de ex-diretora de presídio presa por envolvimento com facções na BA
Ex-candidato a prefeito investigado pela PF era aliado de ex-diretora de presídio presa por envolvimento com facções na BA (Foto: Reprodução)

Polícia Federal investiga esquema de compra de votos em presídios na Bahia O ex-candidato a prefeito de Teixeira de Freitas, Uldurico Júnior, investigado pela Polícia Federal por suposta aliança com chefes de facções criminosas na Bahia, possui uma relação com a ex-diretora do presídio de Eunápolis, cidade do extremo sul do estado, acusada de facilitar a fuga de detentos em dezembro de 2024. Uldurico Alencar Pinto, que também é ex-deputado federal e conhecido como Uldurico Júnior, é investigado por uma possível aliança com chefes de facções criminosas custodiados em presídios da Bahia em 2024, ano de eleições municipais. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Teixeira de Freitas e Salvador. A ação se baseou em informações do Ministério Público e da Corregedora-geral do Tribunal de Justiça da Bahia. Foram apreendidos celulares, notebooks e dispositivos de armazenamento de dados. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Ex-candidato a prefeito investigado pela PF era aliado de ex-diretora de presídio presa por envolvimento com facções na BA TSE/Reprodução/Redes Sociais Além dessa investigação, Uldorico foi citado em uma outra denúncia, feita ao Ministério Público no ano passado, que trazia detalhes sobre as ações de Joneuma Silva Neres, que foi diretora do Conjunto Penal de Eunápolis. As investigações apontam que Joneuma mantinha um relacionamento com Ednaldo Pereira de Souza, o "Dadá", apontado como chefe de um grupo criminoso de Eunápolis e interno do presídio. A denúncia detalha que ela começou a trabalhar politicamente a favor da organização criminosa e organizava encontros entre Dadá e Uldurico Júnior, então candidato a prefeito de Teixeira de Freitas. Uldurico seria padrinho político de Joneuma e teria a indicado para o cargo de diretora do presídio. A ex-diretora alega que Uldurico é pai da filha dela, cujo nascimento aconteceu enquanto ela estava presa em 2025. Joneuma e Dadá tiveram um relacionamento amoroso Reprodução/Redes Sociais Ela nega o relacionamento com Dadá e segue pedindo o reconhecimento da paternidade da filha pelo ex-deputado Uldutico. A defesa de Joneuma afirma que um exame de DNA, que está em poder da família, comprovaria tal vínculo. Em nota enviada à TV Bahia, a defesa de Uldurico Júnior informou que o cumprimento dos mandados de busca e apreensão foi recebido com surpresa. Afirmou ainda que está à disposição das autoridades para esclarecimentos, nega qualquer irregularidade e enfatiza que isso será provado. Sobre a suposta paternidade da filha de Joneuma, a defesa do ex-candidato afirma que não foram informados do laudo em posse da família da ex-diretora. Além disso, informa que a realização de um teste em um laboratório de confiança do político já foi solicitada. Troca de favores teria levado a suposta aliança entre político e ex-diretora Ainda segundo a denúncia, a intenção de Joneuma ao promover os encontros entre o político e Dadá era encobrir politicamente as atividades criminosas dela e beneficiar a facção criminosa. Já o político apoiaria a manutenção de Joneuma na administração da unidade e representação dos interesses da facção para conseguir apoio de eleitores cativos, como presos provisórios faccionados que podiam votar e aliciariam amigos e familiares. As investigações apontam que o voto era vendido e cada eleitor aliciado recebia uma quantia de R$ 100. Em depoimento, um policial penal chegou a corroborar as informações, detalhando ter conhecimento de que políticos ingressaram no conjunto penal sem revista ou cadastro prévio. Ele chegou a citar o ex-deputado Uldurico Júnior como um deles. Conjunto Penal de Eunápolis, no extremo sul da Bahia Taisa Moura/TVSC Em dezembro de 2024, 16 detentos escaparam do Conjunto Penal de Eunápolis, incluindo Dadá. Antes de fugirem, todos foram alocados na mesma cela, de número 44. No local, eles tiveram acesso a uma furadeira e abriram um buraco no teto, enquanto um grupo armado invadiu o presídio, atirando nos agentes de plantão. Os fugitivos fugiram do conjunto penal por um furo na cerca. Até o momento, 13 continuam foragidos, Dadá entre eles. A ex-diretora Joneuma é acusada de ter facilitado a fuga do grupo e foi presa em janeiro de 2025. Ela deu à luz no Conjunto Penal de Itabuna, onde seguiu em cárcere até março. Atualmente, ela cumpre prisão domiciliar. LEIA TAMBÉM: Romance, corrupção e envolvimento com facções: o que se sabe sobre ex-diretora suspeita de facilitar fuga de 16 presos Operação da PF investiga possível aliança entre ex-candidato a prefeito de cidade na BA e chefes de facções criminosas Ex-diretora de presídio acusada de facilitar fuga de 16 detentos na Bahia deixa presídio após mais de um ano Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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