Instituto é investigado por falha na proteção de dados de pacientes de unidades públicas de saúde na Bahia e outros estados

Instituto é investigado por falha na proteção de dados de usuários de unidades públicas de saúde na Bahia e outros cinco estados Agência Nacional de Prot...

Instituto é investigado por falha na proteção de dados de pacientes de unidades públicas de saúde na Bahia e outros estados
Instituto é investigado por falha na proteção de dados de pacientes de unidades públicas de saúde na Bahia e outros estados (Foto: Reprodução)

Instituto é investigado por falha na proteção de dados de usuários de unidades públicas de saúde na Bahia e outros cinco estados Agência Nacional de Proteção de Dados A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou um inquérito para apurar uma possível falha na proteção de dados sensíveis pelo Instituto Saúde e Cidadania (Isac). A entidade é responsável por gerir unidades públicas de saúde na Bahia, Goiás, Rio Grande do Sul, Alagoas, Piauí e Tocantins. Conforme informações da ANPD, publicadas nesta quarta-feira (8), o instituto é uma organização social com sede administrativa em Brasília e sofreu um ataque cibernético de ransomware — que consiste em um software malicioso que invade sistemas e criptografa arquivos. Esse tipo de ataque leva ao sequestro de dados e os torna inacessíveis. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Ao menos 500 mil registros foram afetados e, entre eles, 78.772 seriam de crianças e adolescentes, enquanto outros 47.921 seriam de idosos. Além de informações pessoais como nome e data de nascimento, os registros tinham dados sensíveis de saúde, como: histórico de exames; prontuários; prescrições; atendimentos ambulatoriais; internações; diagnósticos; procedimentos realizados. Agora no g1 A ANPD investiga a razão para o incidente de segurança e averigua se foram cometidas infrações à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) relacionadas à não adoção de medidas de segurança para proteger os dados pessoais dos usuários. A agência também analisa a não comunicação adequada dos usuários afetados por parte do instituto, bem como: a não disponibilização de informações relativas ao responsável pelo tratamento de dados pessoais; e o descumprimento dos princípios de prevenção, responsabilização e prestação de contas. Ainda de acordo com a ANPD, o Isac informou que o incidente não apresentou risco ou dano relevante aos titulares, pontuando que os invasores teriam acessado apenas informações administrativas e dados de contratos já encerrados. Porém, a entidade não apresentou comprovação para o argumento. A agência apurou ainda que os usuários não foram comunicados individualmente pela unidade, publicando apenas um aviso no site institucional. Em nota enviada ao g1, o Isac detalhou que o ataque cibernético aconteceu em janeiro de 2025 e que comunicou a ANPD espontaneamente. O instituto detalhou que as análises técnicas da época não identificaram evidências de extração, exfiltração ou divulgação indevida de dados pessoais. O Isac afirmou que não reconhece a afirmação de que houve vazamento de dados de pacientes decorrente do incidente. "Após o ocorrido, o ISAC promoveu o fortalecimento adicional de seus controles de segurança da informação, ampliando mecanismos de proteção, monitoramento e resposta a incidentes cibernéticos", pontua. (Confira a nota do instituto na íntegra no final da reportagem) O órgão analisa que a comunicação foi insuficiente. O Processo Administrativo Sancionador (PAS) instaurado pela ANPD determina um prazo de 10 dias para que o órgão apresente uma defesa. Se condenado, além da sanção, o instituto será orientado a regularizar a situação. As sanções previstas no processo podem ser: advertência ou multa de até 2% do faturamento e suspensão ou proibição do exercício de atividades de tratamento de dados pessoais. Confira a nota do Instituto Saúde e Cidadania: "Posicionamento Oficial – Instituto Saúde e Cidadania (ISAC) Brasília-DF, 6 de julho de 2026 O Instituto Saúde e Cidadania (ISAC) esclarece que o incidente cibernético ocorrido em janeiro de 2025 não resultou em vazamento de dados de pacientes. O episódio consistiu em um ataque do tipo ransomware, que provocou a indisponibilidade temporária de sistemas administrativos mediante a criptografia de arquivos por agentes criminosos. O incidente não afetou a assistência prestada aos pacientes nem o funcionamento das unidades de saúde sob gestão do Instituto. O ISAC comunicou espontaneamente o ocorrido à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), registrou ocorrência junto às autoridades competentes e divulgou comunicado público em seus canais oficiais. Desde então, vem prestando todos os esclarecimentos solicitados e colaborando integralmente com o processo de apuração. As análises técnicas realizadas à época do incidente não identificaram evidências de extração, exfiltração ou divulgação indevida de dados pessoais. Os sistemas afetados foram recuperados a partir de cópias de segurança mantidas pela instituição, sem perda de informações. Por esse motivo, o Instituto não reconhece como correta a afirmação de que houve vazamento de dados de pacientes decorrente do referido incidente. Após o ocorrido, o ISAC promoveu o fortalecimento adicional de seus controles de segurança da informação, ampliando mecanismos de proteção, monitoramento e resposta a incidentes cibernéticos. O procedimento administrativo instaurado pela ANPD permanece em fase de análise. Até o momento, não foi aplicada qualquer penalidade ou sanção ao Instituto. O ISAC reafirma seu compromisso com a proteção de dados pessoais, a transparência institucional e o cumprimento da legislação vigente. Assessoria de Imprensa Instituto Saúde e Cidadania (ISAC)" LEIA TAMBÉM: Mulher é encontrada morta dentro de casa em Salvador Polícia aponta disputa por território do tráfico como principal linha de investigação da morte de jovem na Bahia Mulher recebe descarga elétrica e morre após mexer em tomada enquanto estava molhada na Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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