Novo código de vestimenta da Faculdade de Odontologia da UFBA gera polêmica entre estudantes; entenda
Novas regras sobre vestimentas gera polêmica entre estudantes de odontologia da Ufba Um código de vestimenta que passou a circular nas redes sociais desde o ...
Novas regras sobre vestimentas gera polêmica entre estudantes de odontologia da Ufba Um código de vestimenta que passou a circular nas redes sociais desde o último sábado (15) tem provocado debates e críticas entre estudantes da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia (FOUFBA), em Salvador. O comunicado, compartilhado por um estudante do curso de Odontologia em um grupo da faculdade, informa que um novo código de vestimenta teria sido aprovado durante uma reunião da Congregação da unidade. As regras passam a valer a partir desta quarta-feira (19), com o início das aulas na Faculdade de Odontologia da UFBA. A instituição não informou quais são as penalidades previstas para quem descumprir o código. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Segundo o texto, a norma é válida para alunos, professores, funcionários e pacientes que frequentam a faculdade. Entre as roupas e acessórios que teriam o uso proibido estão: minissaias; croppeds; bonés; roupas muito decotadas; shorts curtos. Novo código de vestimenta da Faculdade de Odontologia da UFBA gera polêmica entre estudantes Reprodução/Redes Sociais Ainda de acordo com o comunicado, a medida teria como objetivo "estabelecer padrões de apresentação adequados ao ambiente acadêmico e assistencial". Nas redes sociais, estudantes questionaram principalmente a proibição de determinadas peças de roupa e discutiram se a medida poderia representar uma tentativa de controlar a forma como os alunos se vestem. 'Medida é de segurança e não tem caráter moralizador' O diretor da Faculdade de Odontologia da UFBA, Marcel Arriaga, afirmou que o código não tem objetivo de impor padrões morais aos estudantes. Segundo ele, as regras foram adotadas por questões de biossegurança, proteção e segurança. "É uma medida de biossegurança e de proteção. A gente trabalha em um ambiente contaminado por si só. Não tem um caráter moralizador, como equivocadamente alguns estudantes pensaram no início", afirmou. Arriaga também disse que a faculdade é formada majoritariamente por mulheres e que as regras têm, entre os objetivos, a prevenção de situações que possam ser interpretadas como assédio. "É uma medida por biossegurança, proteção e prevenção ao assédio feminino, inclusive, porque nós somos uma faculdade essencialmente feminina. A grande maioria é formada por meninas e mulheres", explicou. Proibição de bonés De acordo com o diretor, a restrição ao uso de bonés está relacionada à segurança da unidade. Ele afirmou que a regra já existia anteriormente, mas passou a integrar o novo código. "O boné é uma questão de segurança mesmo. Já existia essa norma há muito tempo, porque as câmeras de segurança ficam no alto e, invariavelmente, quem entra para furtar entra de cabeça baixa. Com boné, a gente não consegue identificar o rosto", disse. Regras também valem para pacientes O código também estabelece regras para pacientes atendidos na faculdade. O diretor afirmou que pessoas que chegam em situações de emergência serão atendidas independentemente da roupa que estiverem usando. "Os pacientes de emergência serão atendidos com qualquer roupa", afirmou. Para os pacientes que realizam tratamentos de forma rotineira, no entanto, a orientação é que compareçam à unidade com roupas consideradas adequadas para o atendimento. Segundo Arriaga, a medida também busca evitar situações de constrangimento durante os procedimentos odontológicos. "Não é uma medida moralizadora, é uma medida de proteção. A gente trabalha muito em cima do peitoral do paciente, então, por vezes, você esbarra a mão, porque você trabalha com o contato íntimo, há um palmo do paciente", explicou. O diretor afirmou ainda que a restrição a roupas muito decotadas também busca proteger profissionais e pacientes de possíveis interpretações equivocadas durante os procedimentos. "Às vezes tem pacientes que vão com decotes muito acentuados, então a gente precisa de um pouco mais de distanciamento, proteção, porque estamos vivendo em uma época que qualquer situação mal-entendida pode ficar parecendo um assédio por parte do dentista ao paciente", disse. Ele também comparou a unidade a um ambiente hospitalar e afirmou que a preocupação com a roupa está relacionada à prevenção de contaminações. "A gente trabalha em um ambiente contaminado por si só. [...] Nós somos um hospital, tratamos todos os tipos de patologia que você possa imaginar", afirmou. LEIA TAMBÉM: Explosão atinge três casas e deixa três pessoas feridas no interior da Bahia INSS abre 800 vagas para avaliação social do BPC em Salvador neste fim de semana Ônibus de turismo com 44 passageiros bate em carreta no interior da Bahia; 13 ficam feridos Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻