Polícia Federal faz operação contra suspeitos de ataque que terminou com morte de indígena em comunidade pataxó na Bahia

Indígena pataxó, Vitor Braz foi morto a tiros no extremo sul da Bahia Reprodução/Redes Sociais Um homem foi preso em flagrante por posse ilegal de arma e oi...

Polícia Federal faz operação contra suspeitos de ataque que terminou com morte de indígena em comunidade pataxó na Bahia
Polícia Federal faz operação contra suspeitos de ataque que terminou com morte de indígena em comunidade pataxó na Bahia (Foto: Reprodução)

Indígena pataxó, Vitor Braz foi morto a tiros no extremo sul da Bahia Reprodução/Redes Sociais Um homem foi preso em flagrante por posse ilegal de arma e oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quarta-feira (15), durante uma operação da Polícia Federal (PF), que apura a morte do indígena Vítor Braga Braz, em março do ano passado, nas imediações da Aldeia Terra Vista (Terra Indígena Barra Velha), na cidade de Prado, no extremo sul da Bahia. A ação contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia e da Força Nacional. Segundo a PF, a apuração da morte de Vítor Braga passou à atribuição da Justiça Federal após ser inserida em um contexto de conflitos relacionados a direitos territoriais indígenas. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Desde então, a Polícia Federal assumiu as investigações para esclarecer as circunstâncias do crime, identificar os responsáveis e reunir elementos que permitam a responsabilização penal dos envolvidos. As medidas judiciais foram cumpridas em Salvador, Teixeira de Freitas, Itamaraju e Medeiros Neto. A Polícia Federal informou que os elementos reunidos, até o momento, revelam indícios consistentes da prática de crimes de extrema gravidade, notadamente homicídio consumado, tentativa de homicídio e, em tese, organização criminosa armada. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Relembra o caso Vítor Braga Braz, de 53 anos, morreu e outro indígena de 25 anos ficou ferido após um ataque a tiros, em 10 de março de 2025. Em nota de repúdio enviada à imprensa, o Conselho de Caciques Pataxó (Conpaca) acusou "pistoleiros em um ataque orquestrado por fazendeiros" como autores crime. "Assim que tomamos conhecimento, nós seguimos para o local e lá foi realizado o primeiro levantamento. Pela dinâmica constatada, houve uma emboscada e uma troca de tiros no local. Inclusive, no bolso da vítima foram encontrados cartuchos de calibre 762, fuzil", afirmou o delegado Moisés Damasceno, coordenador regional da Polícia Civil, na época. Ainda conforme a autoridade policial, os autores estavam esperando de local privilegiado, que permitia que eles vissem a pista e a aproximação do carro onde a vítima estava. "Essa morte tem toda relação com conflitos entre fazendeiros e indígenas, que disputam a retomada daquele território. É uma região que está bastante tensa", contou. Após o ataque, dois adolescentes desapareceram, no entanto, num dia depois, o Cacique Zeca Pataxó Pataxó informou que os meninos foram localizados e passam bem. O indígena baleado passa bem. O corpo de Vitor Braga foi sepultado na Aldeia Terra Vista. Cacique denuncia ataques e assassinato de indígena na Bahia Em nota, a SSP-BA informou que a Força Integrada de Combate a Crimes Comuns Envolvendo Povos e Comunidades Tradicionais reforçou as ações ostensivas e de inteligência na Aldeia Terra Vista, no município de Prado, após "ocorrência que terminou com um indígena morto por disparo de arma de fogo". Em vídeo enviado à TV Santa Cruz, afiliada da Rede Bahia na região, o cacique Antônio José acrescentou que agressões do tipo são frequentes na região. "Isso vem ocorrendo diariamente com o nosso povo porque não há demarcação do território". Ele denunciou ainda um incêndio registrado na casa do cacique da Aldeia Monte Dourado, no território Comuxatiba. Imagens mostram a casa atingida pelas chamas. Os ataques chamaram atenção do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que também repudiou a violência. Em nota, a instituição destacou que o assassinato antecedeu uma audiência pública em Brasília, que discutiu justamente a demarcação das Terras Indígenas Tupinambá de Olivença, Tupinambá de Belmonte e Barra Velha do Monte Pascoal. Diante da gravidade dos fatos, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) afirmou que iria cobrar a devida investigação do crime e, por consequência, a responsabilização dos envolvidos. Casa de cacique é incendiada em aldeia no extremo sul da Bahia TV Santa Cruz A Terra Indígena Barra Velha do Monte Pascoal ocupa um território de 52,7 mil hectares, com abrangência nos municípios de Itabela, Itamaraju, Prado e Porto Seguro. O Cimi ressalta que, diante da morosidade no processo demarcatório e da falta de espaço na pequena área reservada, os Pataxó precisaram intensificar as reivindicações pela terra. A entidade pontua que a reação de fazendeiros tem sido violenta. LEIA TAMBÉM: Trio é preso suspeito de roubar celulares de alto valor em centro de distribuição na BA; prejuízo ultrapassou R$ 162 mil Amigas que desapareceram após saírem para passeio na Bahia são encontradas mortas Ex-candidato a prefeito investigado pela PF era aliado de ex-diretora de presídio presa por envolvimento com facções na Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia

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