Quem são suspeitos de fraude de mais de R$ 15 milhões na Bahia

Grupo movimentou mais de R$ 32 milhões e causou prejuízo superior a R$ 15 milhões. Reprodução/Redes Sociais Três pessoas de diferentes áreas profissionai...

Quem são suspeitos de fraude de mais de R$ 15 milhões na Bahia
Quem são suspeitos de fraude de mais de R$ 15 milhões na Bahia (Foto: Reprodução)

Grupo movimentou mais de R$ 32 milhões e causou prejuízo superior a R$ 15 milhões. Reprodução/Redes Sociais Três pessoas de diferentes áreas profissionais foram presas em Salvador durante uma operação que investiga um esquema de criação e negociação de títulos de crédito e recebíveis fraudulentos. Segundo a Polícia Civil, o grupo movimentou mais de R$ 32 milhões e causou prejuízo superior a R$ 15 milhões. Entre os presos estão um homem apontado como principal articulador do esquema, uma administradora que, segundo a investigação, atuava na área financeira e contábil, e uma médica-veterinária que teria participado da movimentação patrimonial e societária das empresas investigadas. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Grupo é suspeito fraude e movimentar R$ 32 milhões em Salvador Os três foram presos na terça-feira (15), durante a Operação Sem Lastro, que também cumpriu oito mandados de busca e apreensão em imóveis residenciais e comerciais de Salvador. Entenda como agia o grupo preso por criar mais de mil títulos de créditos falsos Quem são os suspeitos Caio Vinícius Sande Santos Caio Vinícius Sande Santos, preso em Jardim Armação atuava nas áreas financeira e comercial. Reprodução/Redes Sociais Preso no bairro de Jardim Armação, Caio Vinícius é apontado pela polícia como o principal investigado no esquema. Segundo as investigações, ele atuava nas áreas financeira e comercial e era responsável pela criação, falsificação e negociação dos títulos. De acordo com a polícia, Caio também participava dos chamados autopagamentos, quando recursos de empresas ligadas ao grupo eram utilizados para quitar parte dos próprios títulos. A prática teria ajudado a criar uma aparência de capacidade financeira e permitido a negociação de novos documentos. A investigação aponta ainda que, mesmo depois de as primeiras irregularidades serem identificadas, ele teria apresentado uma nova carteira de títulos fraudulentos, no valor de R$ 17 milhões. Kaliana Argolo de Oliveira A administradora Kaliana Argolo de Oliveira, presa no Jardim das Margaridas, atuava na área financeira e contábil. Reprodução/Redes Sociais Administradora e ex-esposa de Caio Vinícius, Kaliana foi presa no bairro do Jardim das Margaridas. Segundo a investigação, ela atuava na área financeira e contábil das empresas utilizadas no esquema. Os autos apontam que a administradora participava da manipulação de balanços e de informações financeiras para dar aparência de solidez econômica aos negócios. A polícia também investiga a relação entre a atuação de Kaliana e a estrutura utilizada para a emissão e negociação dos títulos considerados fraudulentos. Adriana Gonçalves Sande Santos Adriana Gonçalves Sande Santos é médica-veterinária e esposa do principal suspeito. Reprodução/Redes Sociais Médica-veterinária e atual esposa de Caio Vinícius, Adriana foi presa durante a operação. Segundo a polícia, ela tinha atuação principalmente nas áreas patrimonial e societária do grupo. Um dos pontos investigados é a transferência, em março de 2026, da totalidade das cotas de uma empresa, avaliadas em R$ 1 milhão, para Adriana. A movimentação ocorreu enquanto a investigação já estava em andamento. Para a polícia, a transferência pode ter relação com uma suposta separação simulada e teria como objetivo proteger o patrimônio e dificultar uma eventual recuperação de bens. Publicações nas redes sociais, no entanto, indicaram que o casal continuava mantendo a relação e convivendo. O g1 e a TV Bahia tentaram contato com as defesas dos três suspeitos, mas não tiveram retorno até a última atualização desta reportagem. Como funcionava o esquema investigado Segundo a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam empresas ligadas ao setor veterinário, com atividades de comercialização e armazenamento de ração e insumos, para dar aparência de regularidade às operações. A investigação identificou mais de mil duplicatas falsas envolvendo mais de 200 empresas que apareciam nos documentos como responsáveis pelos pagamentos. Segundo a polícia, essas empresas não haviam realizado as operações comerciais descritas nos títulos. Os documentos eram então negociados no mercado financeiro como se representassem dívidas reais. Grupo é suspeito de criar mais de mil títulos de créditos falsos e movimentar R$ 32 milhões em Salvador Pedro Moraes / Ascom-PCBA Para manter a estrutura funcionando, o grupo teria utilizado recursos das próprias empresas para pagar parte dos títulos. Com isso, segundo a investigação, conseguia transmitir uma falsa impressão de que os negócios tinham capacidade para honrar os compromissos. Segundo o delegado José Nélis, responsável pela operação, o esquema atingiu comerciantes e investidores. Algumas pessoas tiveram os nomes protestados por títulos que, segundo a investigação, não correspondiam a dívidas reais. De acordo com o delegado, os prejuízos foram especialmente graves para pequenos comerciantes. A polícia estima que o grupo tenha movimentado mais de R$ 32 milhões e provocado prejuízo superior a R$ 15 milhões. Durante o cumprimento dos mandados, policiais apreenderam celulares, tablets, escrituras, cadernos, comprovantes bancários e outros documentos. O material será analisado pelos investigadores para ajudar a esclarecer a participação individual dos suspeitos, rastrear a movimentação dos recursos e identificar outras pessoas que possam ter participado do esquema. LEIA TAMBÉM: Homem é condenado a 12 anos de prisão pelo assassinato de jovem trans na Bahia Nove homens morrem e outro é preso em ação policial em Salvador Pistola é encontrada em lixeira de banheiro de faculdade na Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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